PAÍS

Nome Oficial: República de Angola.

Data da Independência: 11 de Novembro de 1975.

Capital: Luanda.

Regime Político: Democracia Parlamentar.

Língua Oficial: Português.

Regime Governamental: Presidencialista.

Presidente da República: Eng.º José Eduardo dos Santos.

Superfície: 1.246.700km2.

Costa marítima: 1.650 Km

Fronteira terrestre: 4.837 Km

Localização: Costa Ocidental da África Austral, a Sul do Equador, estando a maior parte do território compreendido entre os paralelos 4º 22″ e 18º 02″ latitudes Sul e os meridianos 11º 41º e 24º 05″ longitudes Este de Greenwich.

Fronteiras: República Democrática do Congo, Congo, Namíbia, Zâmbia, Oceano Atlântico.

Projecção da População de 2014: 24 milhões e 300 mil habitantes, sendo as mulheres representativas de 52 por cento da população angolana.

Hora Local: GMT+1.

Moeda: Kwanza

Estações: Das chuvas, período mais quente entre Setembro e Maio e o Cacimbo ou Seca que é menos quente entre Maio e Setembro.

Angola tem dezoito (18) Províncias:

Província Extensão Capital
Bengo 33.016 Caxito
Benguela 39.826 Benguela
Bié 70.314 Kuito
Cabinda 7.270 Cabinda
Kuando-Kubango 199.049 Menongue
Kwanza-Norte 24.110 N’dalatando
Kwanza-Sul 55.600 Sumbe
Cunene 87.342 Ondjiva
Huambo 34.270 Huambo
Huíla 79.022 Lubango
Luanda 2.417 Luanda
Lunda-Norte 103.000 Dundo
Lunda-Sul 77.367 Saurimo
Malanje 97.602 Malanje
Moxico 223.023 Luena
Namibe 57.091 Namibe
Uíge 58.698 Uíge
Zaire 40.130 M’Banza Congo

HISTÓRIA

Território habitado já na Pré-história como atestam vestígios encontrados nas regiões das Lundas, Congo e o deserto do Namibe, apenas milhares de anos mais tarde, em plena proto-história, receberia povos mais organizados. Os primeiros a instalarem-se foram os bochmanes – grandes caçadores, de estatura pigmóide e claros, de cor acastanhada.

No início do século VI d.C., povos mais evoluídos, de cor negra, inseridos tecnologicamente na Idade dos Metais, empreenderam uma das maiores migrações da História. Eram os Bantu e vieram do norte, provavelmente da região da actual República dos Camarões. Esses povos, ao chegarem a Angola, encontraram os Bochmanes e outros grupos mais primitivos, impondo-lhes facilmente a sua tecnologia nos domínios da metalurgica, cerâmica e agricultura. A instalação dos Bantu decorreu ao longo de muitos séculos, gerando diversos grupos que viriam a estabilizar-se em etnias que perduram até aos dias de hoje.

Em 1484 os portugueses atracaram no Zaire, sob o comando do navegador Diogo Cão, a partir deste marco os portugueses passaram a conquistar não apenas Angola, mas África. Já instalada a primeira grande unidade política do território, passaria à história como Reino do Congo, os portugueses estabeleceram aliança. A Colónia portuguesa de Angola formou- se em 1575 com a chegada de Paulo Dias de Novais com 100 famílias de colonos e 400 soldados. Paulo Dias de Novais foi o primeiro governador português a chegar a Angola, que tinha como principais acções explorar os recursos naturais e promover o tráfico negreiro (escravatura) formando um mercado extenso.

A partir de 1764, de uma sociedade esclavagista, passou-se gradualmente a uma sociedade preocupada em produzir o que consumia. Em 1850, Luanda já era uma grande cidade, repleta de firmas comerciais e que exportava conjuntamente com Benguela, óleos de palma e amendoim, cera, goma copal, madeiras, marfim, algodão, café e cacau, entre outros produtos. Milho, tabaco, carne seca e farinha de mandioca começariam igualmente a ser produzidos localmente. Estava a nascer a burguesia angolana.

Entretanto, em 1836, o tráfico de escravos era abolido e em 1844, os portos de Angola seriam abertos aos navios estrangeiros. Com a conferência de Berlim, Portugal viu-se na obrigação de efectivar de imediato a ocupação territorial das suas Colónias. O território de Cabinda, a norte do rio Zaire, seria também conferido a Portugal, graças à legitimidade do Tratado de Protectorato de Simulambuko, assinado entre os reis de Portugal e os príncipes de Cabinda, em 1885. Depois de uma implantação morosa e complicada, o final do século XIX marcaria a organização de uma administração colonial directamente relacionada com o território e os povos a governar. Na economia, a estratégia colonial assentava na agricultura e na exportação de matérias-primas. O comércio da borracha e do marfim, acrescido pela receita dos impostos tomados às populações, gerava grandes rendimentos para Lisboa.

O fim da monarquia em Portugal em 1910 e uma conjuntura internacional favorável levariam as novas reformas ao domínio administrativo, agrário e educativo. No plano económico, inicia-se a exploração intensiva de diamantes. A DIAMANG (Companhia de Diamantes de Angola) é fundada em 1921, embora operasse desde 1916 na região de Luanda. Com o Estado que se pretende extensivo à Colónia, Angola passa a ser mais uma das províncias de Portugal (Província Ultramarina). A situação vigente, era aparentemente tranquila. No segundo cartel do século XX, esta tranquilidade seria posta em causa com o aparecimento dos primeiros movimentos nacionalistas. Inicia-se a formação de organizações políticas mais explícitas a partir da década de 50 que, de uma forma organizada iam fazendo ouvir os seus gritos. Promovem campanhas diplomáticas no mundo inteiro, pugnando pela independência. O Poder Colonial, não cederia, no entanto, às propostas das forças nacionalistas, provocando o desencadear de conflitos armados directos, a “Luta Armada”. Destacaram-se na “Luta”, o MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) fundado em 1956, a FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola) que se revelou em 1961 e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) que foi fundada em 1966. Depois de longos anos de confrontos, o País alcança a independência a 11 de Novembro de 1975.

Passados 27 anos da Independência e 41 do início da Luta Armada, eis que a Paz finalmente é consolidada a 4 de Abril de 2002 pelos acordos assinados no Luena, Moxico. 80.000 soldados da UNITA depõem as armas e são integrados na sociedade civil, nas Forças Armadas Angolanas e na Polícia Nacional. A UNITA é transformada em partido político, tem o seu papel na vida democrática do país. A Reconciliação Nacional e o Processo de Desenvolvimento e Reconstrução Nacional são para o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, os principais objectivos da paz definitivamente alcançada em 2002, após longos anos de luta e negociações.

Desde 1992, ano das primeiras eleições gerais, que a democracia multipartidária governa Angola. O MPLA em conjunto com a UNITA e outras forças políticas com assento parlamentar, geriu magistralmente a reconstrução de um dos países de futuro mais promissor de toda a África que, no entanto, paradoxalmente com a sua riqueza natural vive ainda uma duríssima realidade. No âmbito de uma ampla programação empurrando Angola para a modernidade, progresso e riqueza, novas eleições foram realizadas em 2008. O MPLA, que sempre governou desde a Independência, soube preservar a identidade nacional. Do MPLA, saíram os dois presidentes que Angola teve até ao momento. O primeiro, o fundador da Nação Angolana, o Dr. Agostinho Neto e o segundo e actual Presidente da República, o Eng. José Eduardo dos Santos, que se tornou, aquando da sua investidura, em 1979, o mais jovem presidente do continente. Na cena internacional, Angola vem dando forte apoio a iniciativas que promovam a paz e a resolução de disputas regionais, favorecendo a via diplomática na prevenção do conflito e a promoção dos direitos humanos.

CULTURA

Angola, como a grande maioria dos países independentes da África, é um estado multi e transcultural. Isto quer dizer que abriga em seu território diversas culturas, com línguas, costumes e origens diferentes, que muitas vezes extrapolam as fronteiras políticas estabelecidas pelos europeus no século XIX. País socialista desde sua independência até o início dos anos 90, e assolado por décadas de guerra de independência e civil, Angola hoje vive um período de prosperidade trazido pela exploração do petróleo.

O perfeito exemplo disso são os extremos norte e sul. A norte, temos Cabinda, hoje um enclave de Angola entre o Congo-Kinshasa e o Congo-Brazzaville, e antigamente conhecida como Congo Português. Sua população é da etnia Kongo, que utiliza uma língua do mesmo nome. Os Kongo estão presentes ainda na região litoral dos dois Congos e nas províncias angolanas de Uíge e Zaire. Cabinda, por ter uma história em parte diferente da de Angola (foi ocupada pelos portugueses só em 1885, enquanto que o litoral de Angola já era colonizado desde o século XVII), convive com um movimento separatista, o FLEC (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda), que luta desde os anos 60 pela independência.

No sul de Angola, em diversos bolsões estão os povos khoisan (ou coissã), que formam um grupo à parte dos povos bantu e do restante dos povos africanos. Seu nome é a junção do nome de dois grupos, os Khoi e os San, conhecidos também como bosquímanos ou hotentotes. Acredita-se que os khoisan sejam descendentes dos povos nômades que habitavam a África há milhares de anos atrás, e foram deslocados com a ocupação bantu. As línguas khoisan são únicas, conhecidas como “línguas do clique”, caracterizada por diversos sons inexistentes em outros idiomas, e que tem o som característico de um clique. O filme “Os Deuses devem estar loucos” tem como protagonistas integrantes desse grupo étnico.

Além do português, língua oficial do estado, Angola possui outros 42 idiomas regionais. O país é uma exceção dentro do continente africano, pois a língua europeia vem conquistando cada vez mais espaço no meio cotidiano em detrimento das línguas nacionais, o oposto do que ocorre no restante do continente.

Na literatura, o nome de Agostinho Neto é tradicionalmente citado como exemplo, mas Angola produziu outros importantes escritores, entre eles Pepetela, Luandino Vieira e Viriato da Cruz. A União dos Escritores Angolanos foi um importante grupo entre os anos 70 e 80, ajudando vários autores novos a editarem seus livros.

A música angolana foi importante na composição de vários ritmos em Cuba e no sudeste do Brasil. Dentro do continente africano, porém, demorou a ser editada em discos, destacando-se os artistas dos anos 60 e 70, que desenvolveram o semba, a rumba congolesa e o merengue angolano, utilizando guitarras elétricas e uma percussão intensa.

ECONOMIA

Não obstante as muitas dificuldades resultantes de ser um país em reconstrução (comparativamente a outras economias mais antigas), as Elevadas Taxas de Lucro do Mercado Angolano, foram nos últimos 20 anos e continuarão a ser, o principal factor de atracção de investimentos, ao longo de pelo menos mais uma década.

África foi em 2014, a região do mundo que mais cresceu em termos de Investimento Directo Estrangeiro, tendo aumentado o número de projectos em 6% e as verbas em 65% para 87 mil milhões de dólares.

Angola foi o segundo maior destinatário africano de Investimento Directo Estrangeiro em 2014, com 16 mil milhões de dólares. Segue-se o Egipto, com 18 mil milhões.

CLIMA

O Clima em Angola tem duas estações: a das chuvas, período mais quente que ocorre entre os meses de Setembro a Maio, e a do Cacimbo. A do Cacimbo ou Seca é menos quente e vai de Maio a Setembro.

O país possui uma situação geográfica peculiar, por estar na zona intertropical e subtropical do hemisfério Sul, ser próximo ao mar, e pélas especificidades do seu relevo, divide-se em duas regiões climáticas distintas:

A Região Litoral – com humidade relativa média anual de 30% e temperatura média superior aos 23°C;

A Região do Interior, subdividida em Zona Norte, com elevadas quedas pluviométricas e temperaturas altas, zona de Altitude que abrange as regiões planálticas centrais com uma estação Seca de temperaturas baixas e a Zona Sudoeste, semiárida em consequência da proximidade do deserto do Namibe, extensão do deserto do Kalahari, sujeita a grandes massas de ar tropical continental.

As Temperaturas Médias do país são: 27°C máxima e 17°C mínima.

A esta diversidade climática corresponde um potencial turístico representado por um património natural riquíssimo em flora e fauna diversificada, possibilitando a prática de todo tipo de actividades de lazer, hobbies e aventuras.